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A Verdadeira Imagem

Hans Belting

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Sinopse

«Nas fontes relativas à controvérsia sobre as imagens, habitualmente, onde se fica a saber grande coisa sobre a figuratividade, mas bastante mais sobre as relações de poder no espaço público. As imagens eram, uma e outra vez, apresentadas em lugares públicos para atrair sobre elas a prática que rotulamos de culto. A destruição da imagem é tão-só a outra faceta do culto da imagem, é o culto da imagem sob o signo contrário ou a violência contra as imagens em nome das quais se sofreu violência.
As imagens consolidavam-se nas acções simbólicas nelas realizadas, e fracassavam, se elas lhes fossem recusadas.
Tornavam-se assim heróis, mártires ou inimigos, decerto em vez de homens que estavam por detrás delas, e que directamente se não podiam atacar. Já a sua produção era uma acção simbólica e encorajava os observadores, diante delas e em público, a demonstrar a sua fé ou a recusar a sua lealdade – o que, por seu turno, equivalia a uma acção simbólica. As imagens surgiram, pois, como uma ocasião ou como uma desafio calculado da sociedade a exercer diante delas actos públicos deste jaez, os quais, de outro modo, não teriam nenhum endereço ou oportunidade.» (H.B.)

No quadro da sua antropologia da imagem, onde se constituem como parâmetros essenciais a imagem, o corpo e o suporte das imagens, Hans Belting confronta fontes relevantes com breves episódios históricos e imagens como a Santa Face de Cristo, a Verónica ou o retrato de Lutero. Assim se exploram, com grande minúcia teórica, as férteis consequências heurísticas desse choque, com consequências relevantes para a nossa contemporaneidade.

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Autor

Hans Belting

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