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- Editora: Colibri
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- Ano: 2015
- ISBN: 9789896894863
Sinopse
A mais longínqua referência histórica a Marvão foi o refúgio que aqui encontrou Ibn
Marwan, muladi de Mérida, em 876/7, quando se rebelou contra o Emir de Córdova. O episódio
é sintomático da natureza e interesse do lugar, quer no processo da Reconquista quer no da
defesa da fronteira estabelecida com o Tratado de Alcanizes (1297). A região terá caído,
definitivamente, na posse da cristandade, pelos finais do séc. XII, sendo o primeiro foral
concedido por D. Sancho II (1226). Em atitude anti-senhorial, D. Dinis apossou-se do
castelo (1299), iniciando-se, então, um processo de refortificação e de desenvolvimento da
vila. Mas o povoamento foi sempre dif ícil, sendo necessário o estabelecimento de um couto
de homiziados de 200 pessoas (1378). Com a Guerra da Restauração (1640-1668), a Praça
ganhou importância militar, até que a obsolescência geral das fortificações, no séc. XIX,
lhe retirou a característica que havia justificado, historicamente, a sua fundação no topo
dos rochedos. Dos finais do séc. XIX até meados do século passado, Marvão passou por um
período difícil, de sobrevivência, chegando a ser anexada ao concelho de Castelo de Vide
(1895-98). Com a chegada, tardia (1947-66), de bens elementares da civilização urbana
(electricidade, esgotos, água canalizada, acesso por estrada alcatroada), construíram-se
alojamentos turísticos, abriram-se restaurantes e a vila encontrou a sua nova vocação,
oferecendo-se ao turismo cultural e de natureza com a grande singularidade da sua
identidade. Em permanência, residem hoje (2015) na vila cerca de cem habitantes, contra as
sete centenas e meia de há dois séculos.